domingo, junho 15, 2008

Breathe, keep breathing




















Faço uma pausa, depois de respirar fundo tudo o que me possa animar.
Tudo o que me dá ânimo.
Prolongo esse momento o tempo que posso, para me sentir bem aqui "dentro".
Prolongo esse momento o tempo que posso, para te ter aqui comigo.
Só comigo.
Só para mim.
Faço uma pausa, antes de perceber que significado poderão ter os próximos gestos.
Faço uma pausa, não um intervalo, para que os próximos passos sejam dados, de preferência, na tua companhia.
Porquê?
Porque é preciso que assim seja.
Porque o caminho tem largura para irmos lado a lado.
Porque o caminho tem de ter mais do que as minhas pegadas.

5 comentários:

Juani disse...

no dejes de respirar ni de escribir
saluditos

Duarte disse...

Sempre gostei do som da viola: essa voz profunda e pausada, recreia, engrandece a melodia, bonita.

Não faças isso, não fica bem. Quando se toma uma determinação tem-se que ser consequente, gosto das pessoas que dão a cara. Tu quiseste dar uma explicação, que vi lógica, e que encaixei perfeitamente. Queria dar-te uma resposta, sem equivocar-me de vocábulo, mas a tua atitude castrou-me dessa possibilidade, e isso não fica bem.

A menina não seja má e ponha lá isso donde estava, que já o li e até gostei, excelente planeamento o teu! Sabes expressar-te muito bem, em tom pausado e educado, como tem que ser uma pessoa habituada a tratar com a gente. Não te arrependas nunca daquilo que fazes, se estás convencida de ser possuidora da razão.

Anónimo disse...

Não posso deixar de expressar aqui também, o quanto fiquei triste ao saber que não mais vou ler pedaços de vida tão bonitos e cheios de pensamentos por vezes tão intrigantes como de belos.
Espero que seja uma pausa para recarregar "baterias"!

Para além disso, estou intrigada pelo facto de o Duarte ter tanta certeza de tu seres uma menina!
Confesso que durante este tempo todo não me preocupei se estaríamos perante um autor ou autora, apenas me deliciei com o que lia. Mas se me perguntarem o que eu retiro de tudo o que li, devo dizer que poderemos estar perante um homem com sentimentos tão intensos e tão bem "estruturados" que não me parece ser escrito no feminino...mas sim por um homem com aquilo que muitos homens têm mas se recusam a admitir, SENSIBILIDADE!
Espero que não esteja errada!

objet trouvé disse...

Caro Duarte, agora sou eu que lhe faço um pedido: mesmo tendo perdido as minhas palavras, acho que são merecedoras da tua resposta ou observação.
Será uma maneira de recuperar o que eu perdi...

Duarte disse...

abvgwVou tentar reconstruir certas coisas para que não se tenha que pôr em tela de juízo as minhas convicções: quando me expresso desse modo é com conhecimento de causa, não gosto de expressar-me aereamente, mas sim com fundamento; a não ser que esteja a ser enganado.
Antes de entrar em mais pormenores, considero oportuno dizer-vos que sou Director duma editorial: de textos e de livros sei bastante, são quarenta anos de profissão, no meu caso, mais bem de como se chega a colocar um livro nas livrarias, e menos da qualidade literária. Um autor novel geralmente não tem inconveniente em que se saiba quem é, o prestigioso esconde-se, diz que para não influir no jurado, eu digo para que não se veja que fracassou, ou não, nessa eventualidade.
Quando uma pessoa esconde uma identidade por algum motivo será!

Se a menina ou senhora (anónimo disse...) é capaz de atrever-se a dizer que "o Duarte ter tanta certeza", com isto denota que aparece pouco por este blog e ademais que não entende bem a língua de Camões, pois eu nunca fiz tal afirmação com tanta contundência. As Universidades ensinam, passei por duas, os anos também, tenho muitos.

objet trouvé, como já expressei anteriormente, tinha interesse em ver o texto exposto, para não confundir-me de vocábulo, pois, como sabes, uma simples virgula pode alterar o sentido duma frase. Li aquilo no domingo pela manhã, como ia a um concerto de música e tinha ficado com uns amigos, como não gosto de fazer esperar a ninguém, conclui que responderia à noite, e já não o pude fazer. Depois de tudo o que está passando, agora ainda me atrevo menos a imitir um juízo de valor.
Sou respeitoso, e mais ainda com uma dama, sempre acorde com o exposto antes, e como já disse, anteriormente, opto por deixar passar, e assistir aos teus artigos, que, sinceramente, apaixonam. Considero-me um romântico, como diz o meu amigo Victor, "Duarte, tu es o último romântico", não quero faltar aos meus princípios.
Seguir-te-ei, pois tens talento, ainda que gosto mais do pseudónimo de "second _skin", tem mais gancho, é mais comercial.

Felizes textos

Eu, estarei aí...

Joaquín Duarte y de Silva