É casa.
O meu nome é casa.
Não com o sentido que lhe é dado pelos construtores, mas com o sentido que lhe é dado pelos poetas, quando dizem que a casa é onde está o coração; ou com o sentido que lhe é dado pelos filósofos, quando dizem que a alma é uma morada.
Por isso dou comigo frequentemente a pensar que é esse o meu nome: casa.
Não sou feminino nem masculino; não sou alegria nem tristeza; não sou dor nem sou prazer... Apenas e tão só: "não sou".
Sou uma coisa em construção a quem um escritor meu amigo deu uma memória igual à de Funes e se vai fazendo com os pedaços de mim que deixo no coração de quem me quer bem.
E é assim, dotado desta memória, que passo algum do meu tempo a ver como o meu nome se vai construindo e se ficarei bem sempre que partir.
sexta-feira, junho 13, 2008
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

3 comentários:
Encontro-te certamente filosófica com o ser ou não ser. Ou se é, ou não se é.
Casa, está bem, casa, ou como queiras. Eu sim tenho nome e sei quem sou, ainda que por vezes ando um pouco perdido, como agora entre tanta filosofia: a ciência do sem sentido.
Se te referes a Funes de Borges, convém que durmas muito e que mudes de relógio. Que no tenhas que passar por um acidente para recuperar a tua capacidade de memória.
ESPERO QUE PASES UN FELIZ FIN DE SEMANA EN TU CASA
SALUDITOS
Enviar um comentário