Ele voltou passados doze dias.
Não me contou até agora o que fez durante esse tempo.
Mas sinto-o mudado.
Sempre pensei que se olhasse de uma certa maneira para os seus olhos, ia conseguir ouvir o que dizia aquela alma. Falar-lhe directamente com a minha.
Substituir os lábios por uma conversa que nós próprios desconheceríamos.
Certa vez empenhamos-nos seriamente nessa empresa.
Acordámos doze anos depois... e resolvemos então começar a falar.
quarta-feira, outubro 01, 2008
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