Não os conto. Não os desconto.
Não os somo, nem os subtraio.
Aceito-os com tudo o que os diferencia, assim como os aceito pelo que têm de igual.
Aceito-os com a passividade de quem não se interessa por eles.
Não me interessam quando, como agora, me sinto capaz de os moldar ao sabor do que nos dá prazer e nos tranquiliza.
O tempo, de facto, não tem qualquer importância.
A não ser o tempo que levamos para perceber a sua insignificância.
Comparados com aquilo que podemos fazer deles... "os dias" não valem nada.
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5 comentários:
espero que te dure poco la melancolia, y que encuentres brevemente
algo o alguien por quien luchar y que te importe
saluditos
Noto-te filosófico, algo ocultas.
Por certo, que sabes de second_skin?
Uma pessoa, dois sentimentos?
Divaga menos e concreta mais.
Os dias valem muito e servem para viver intensamente, se os aproveitamos bem. Certo, há quem necessita de pouco para ser feliz, nem do tempo...
belíssimo texto, este. não concordo com o Duarte: não me parece uma questão de "sentimento", mas de pura veia literária.
"(...)Por pretextos talvez fúteis, a alegria é o que nos torna os dias úteis
Por motivos talvez claros, o prazer é o que nos torna os dias raros(...)"
:)
"(...)Por pretextos talvez fúteis, a alegria é o que nos torna os dias úteis
Por motivos talvez claros, o prazer é o que nos torna os dias raros(...)"
:)
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