Não foi como todos os outros.
Claro.
São sempre todos diferentes.
Diferentes as paisagens que ele vê do céu, diferente o ar que respira, diferente o aroma das árvores quando as atravessa com a sua nave.
Mas desta vez foi diferente porque a levou com ele para que ela lhe mostrasse como se domina o mundo quando, na verdade, é ele que nos domina.
Para lhe mostrar que a sua voz, naquele vazio do céu, é a única que pode ouvir.
Cristalina como nunca a ouviu.
Para lhe mostrar que, sozinha naquele vazio do céu, tem a companhia de todos quantos vivem no seu coração.
No último voo, nem sequer levou a nave.
Foi um abraço que os levou.
quarta-feira, julho 30, 2008
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2 comentários:
Sensações e emoções que vivi diariamente nos arredores da Base Aérea de São Jacinto... efeito ainda mais notório nos voos nocturnos.
O último voo que demore muito, mas se pode ser, que seja nos braços duma boa mulher.
Reconhecido
corto pero lleno de sentimiento
saluditos
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