Voltaram juntos à praia dos livros de areia.
Estava diferente outra vez.
Só o Sol era o mesmo, embora brilhasse de forma diferente.
Os livros eram gigantes e já não tinham apenas uma letra: tinham histórias completas, com capítulos infindáveis. Do tamanho das vidas de quem os escreveu.
Sentaram-se num livro com capas de pedra branca e estiveram horas a olhar para o mar... mas faltava-lhe a água.
Mais parecia que tinham uma paisagem urbana formada por enormes rochas em forma de edifícios. Cada uma podia ser a metáfora de um qualquer tipo de edifício. A mais alta, uma igreja. Aquelas mais juntas e alinhadas, casas. Aquela mais próxima, informe, um qualquer monumento ou museu.
Esperaram que o Sol baixasse para que as sombras das rochas se agigantassem. Quando ele sentiu que elas já eram do tamanho daquilo que o ensombra, começou a escrever com as suas lágrimas um título na capa do livro onde se tinham sentado, mas ela interrompeu-o. Achou que deviam usar um escopro para que esse título ficasse gravado de forma indelével.
- Mas se o escrever-mos com as minhas lágrimas, fica igualmente gravado na nossa memória...
- Se o escrevermos com um abraço, também.
- Seja.
sexta-feira, agosto 08, 2008
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1 comentário:
todo lo que se escribe y puede ser borrado, se puede volver a escribir mejor, quizas otra oportunidad de hacer la cosas mejor, no crees?
saluditos
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