quarta-feira, abril 16, 2008

Como o carnaval acaba... todos os anos

Ao princípio ele não deu grande importância à forma como sentia a ausência dela, mas agora que tem as mãos ensanguentadas, é impossível continuar a ignorar algo que, ao fim e ao cabo, é uma evidência.
Tudo aconteceu um dia quando agarrou o Tempo com toda a sua força para a levar para um dos seus melhores dias. Para qualquer um dos dias que ela lhe confessou a sua felicidade. Mas nesse momento sentiu a forma cruel como ele tem a capacidade de terminar com um pouco de nós todos os dias; como todos os dias termina com um pouco do mundo e como todos os dias começa com o pouco do mundo que acaba. Assim... tal como o Carnaval acaba todos os anos.
Foi como se um dos seus ponteiros rodasse suavemente nas mãos dele até que o golpe fosse suficientemente fundo para que ficasse claro que ele tem vontade própria e não obedece senão aos seus caprichos.
Mas foi apenas um dos ponteiros que rodou.

2 comentários:

Juani disse...

todo lo que empieza, no siempre tiene porque tener un final.

Anónimo disse...

"Cada pessoa que passa na nossa vida, passa sozinha, é porque cada uma dessas pessoas é única e nenhuma substitui a outra! Cada pessoa que passa na nossa vida passa sozinha e não nos deixa só porque deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso." Charles Chaplin