segunda-feira, abril 28, 2008

Os sonhos a cores

Ao final da tarde ele já tinha reunido 2.820.285.082.126 lápis de cor.
O mar estava calmo, como costuma estar nos finais de tarde de Setembro e a praia já estava vazia.
Como tinha muito tempo à sua frente, pegou na nave espacial e fez voos junto à areia de modo a criar uma superfície lisa e sem sombras.
Um a um, espetou um número considerável de lápis e escreveu o nome dela vezes sem conta.
O efeito era lindíssimo, com o poente do Sol a criar sombras enormes e a fazer brilhar todas aquelas cores.
Mas, claro, sobravam imensos lápis e o resto do areal estava disponível...
Como ele não tinha ideia de quando ela regressaria, começou a espetar mais lápis. Escreveu o poema mais bonito que ela lhe recitou uma vez, de noite, quando fugiram em silêncio de um sonho que tornaram realidade.
Na manhã seguinte já não se distinguia a areia.
Aquela mancha de cor substituiu o areal, com desenhos que pareciam não ter lógica.
Enfim.
Mas que lógica tem aquele poema?

1 comentário:

Juani disse...

bonita demostracion de amor