quinta-feira, abril 10, 2008

Como se não houvesse amanhã (II)

Vou lançar-me no ar sem saber se o vento me leva na tua direcção.
Mas desejo tanto que no final pouse entre os dedos da tua mão esquerda. Que sussurres no meu ouvido que é a nós que o Tempo obedece. Que é ao nosso ritmo que ele vai passar a andar.
Desejo tanto que a tua mão direita me molde num dos teus sorrisos e o Sol me ilumine para eu me ver como se fosse a tua sombra.
Desejo tanto, mas tanto, que os meus olhos digam tudo por mim, para reservar os meus lábios apenas para respirar ao teu lado.

2 comentários:

Duarte disse...

A tua boca silenciou o que a minha ia dizer;
um rio de saliva, de morna saliva calou-a,
somente recolhi uma gota do canto dos teus lábios,
saliva que me soube a mel e a desejo.

Do meu livro SUSSURROS

Juani disse...

Espero que lo consigas