Desta vez ele não foi de carro.
A polícia já estava prevenida e não ia permitir que ele subisse outra vez com o carro até ao 3.º andar e acelerasse até ao fundo do corredor.
Foi na nave espacial e pairou à frente da penúltima janela do edifício.
Quase de certeza que era essa a janela do gabinete dela.
Quando ela viu no reflexo do monitor do computador uma forma estranha a acenar de forma agitada, abriu a janela e não resistiu: saltou.
Saltou para a asa esquerda daquele objecto que voava porque eles pensavam que voava. Tão só por isso.
Aceleraram a fundo.
Passaram pelas copas das árvores mais altas.
Evitaram os ninhos.
Subiram rapidamente para pegar em pedaços de algodão doce que se disfarçavam de nuvens e comeram-nos contra o vento para que os lábios ficassem brancos e doces.
No final da tarde pousaram numa praia com a água cor-de-laranja e areia feita de pequenos livros com apenas uma letra e passaram o resto do tempo a reunir as páginas que contavam a história deles.
sexta-feira, abril 04, 2008
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2 comentários:
Surrealista, mas altamente pedagógico e naturalista: tão lindo que vou-o contar aos meus netos.
la vida es un libro de paginas en blanco, que se escriben con el pasar de los dias
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