segunda-feira, setembro 08, 2008

A rapariga de papel

Pegou num lápis e numa folha de papel com uma gana tal, que parecia que ia criar um mundo novo. Como se este já não lhe servisse.
Ou não tivesse remédio.
Engano.
Aquele ímpeto tinha outra razão de ser.
Não escreveu, não desenhou, não cortou o papel nem fez qualquer construção.
Ficou a olhar para a folha, branca, a imaginar um pátio.
Um mundo só dele.
Nesse pátio ela estava numa das sombras, protegida do Sol.
Atrás dela, estava ele a segredar-lhe:

1 comentário:

Juani disse...

a veces no salen las palabras para decirle a la persona amada cuanto se la quiere
saluditos