Deixei-o ficar onde estava.
Não insisti.
Percebi que ele ia ficar ali o tempo que achava que devia ficar.
Limitei-me a tirar-lhe a flor da mão.
Ele é um símbolo de vida e não fazia sentido estar a amparar uma flor que tinha perdido a sua...
Lancei-me outra vez nas ruas da cidade.
Desta vez sem objectivo.
Apenas vendo-a como objecto de prazer e a descobri-la como objecto do meu projecto.
Eu... que tinha visto até hoje a cidade apenas como um cenário passivo para actores desconhecidos e em número infinito, descobri que tenho em mim uma vontade indómita de a abraçar.
De ser um demiurgo moderado que ama o seu espaço pelo que é e, sobretudo, pelo que pode vir a ser.
Consigo vê-la do céu e do chão ao mesmo tempo.
Misturo os traçados com os ambientes que me envolvem e deixo que sejam os sons a guiar-me.
Os cheiros e as cores também.
Eu vou mudar a cidade que trago em mim.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

2 comentários:
Isso! Faz esse favor à blogosfera. Vai mudar a cidade que tens em ti... e fica por lá!
solo pase a saludarte, te pasa algo hace tiempo que no escribes
saluditos
Enviar um comentário